Em breve na sua casa: TV 3D
Em janeiro de 2007, fui a Las Vegas cobrir a Consumer Electronics Show, o maior evento de eletrônicos e gadgets dos Estados Unidos. Andando pelo estande da LG, encontrei esse monitor acima: era um protótipo de uma tela LCD com capacidade 3D. Lembro bem que a sensação de 3D só era obtida ao ver a tela de frente ou com pequena variação de ângulo para os lados. Era só o começo de um novo mundo.
Fato: na mesma CES, em 2009 (desta vez não estava lá), a mesma LG mostrou outros protótipos de TV 3D, sem dar muito mais detalhes e prometendo um lançamento fora do Brasil ainda para este ano. Mas como funciona – ou pode funcionar – uma TV 3D?
Assim como programas de TV e filmes mais antigos precisam ser convertidos para alta definição (para um Blu-ray, por exemplo), o principal passo da TV 3D é o conteúdo. Perguntei ao meu colega Mário Nagano, que trabalha comigo no Zumo, e ele explicou:
“As imagens são capturadas por duas lentes montadas lado a lado que capturam duas imagens em Full HD para cada quadro de cena referente ao que é visto pelo olho direito e esquerdo, ou seja, ligeiramente deslocadas na horizontal”
Então, com câmeras especiais que capturam duas imagens ao mesmo tempo, a TV precisa estar pronta para exibir esse tipo de imagem. E entramos aqui numa questão política, comum ao mundo da alta tecnologia: para isso, é preciso definir um padrão para a TV 3D, já que existem protótipos que exigem o uso de óculos especiais (como no cinema 3D, gerando a sensação de profundidade no cérebro do espectador) e outros sem óculos (e que podem, pelo menos por enquanto, dar uma dor de cabeça danada ao tentar enganar o cérebro gerando duas imagens simultâneas fundidas em uma!)
A TV 3D ainda tem um longo caminho pela frente. É preciso que os fabricantes definam um padrão para captura, transmissão e, o mais importante, exibição de imagens nesse formato. Caso contrário, teremos N fabricantes com distintos padrões e toda uma indústria de conteúdo perdida atrás, sem saber o que fazer – lembram da guerra do Blu-ray contra o HD DVD? No final, algum padrão vai vencer. E é melhor que exista apenas um desde o começo, não? Os consumidores agradecem.







