De outros carnavais
O ser humano sempre precisou extravasar! Uma breve história do carnaval.
Se for levar bem a sério o carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados de 600 a.C. Eram cultos marcados pelas fases da lua e aconteciam em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção agrícola.
Alguns dias de descanço para quem vivia a dura Antiguidade de plantar e viver num solo árido como o grego. (o conceito de ‘tirar férias’ não existia!! Então era aproveitar mesmo esses dias)

Tudo indica que foram os romanos que inseriram bebidas e sexo nas festinhas da colheita grega tornando-a mais… divertida!
Na Roma Antiga os dias do carnaval eram para se festejar Baco, fazer satíras, críticas ao governo e governantes.

Isso era intolerável aos olhos da Igreja que, com o passar do tempo, teve até que consideradar a festança pagã e incorporá-la no seu calendário da semana santa de acordo com a quaresma.
Apenas baniram os “atos pecaminosos”, claro! Mas não dava pra proibir o carnaval.

Em 1723 é a data oficial da chegada do carnaval ao Brasil influenciado pelas festas carnavalescas que aconteciam na Europa, principalmente pelo ‘entrudo português’ que era uma baderna em que se jogava água e farinha nas pessoas na ruas (veja a gravura de Debret acima).
Ou seja, além de ser para extravasar, carnaval era pra ‘zuar’ gente nas ruas.
Mas o que prevaleceu com força foram desfiles urbanos em que os carnavalescos usavam máscaras e fantasias de colombina, palhaços, pierrôs enfeitando carroças e carros de boi.
Dançavam e cantavam como se fazia no tradicional carnaval em Veneza e no Mardi Gras (terça gorda).

Com o tempo e com todas as etnias que compõem nosso país, mais o batuque dos negros da África que virou samba, apareceram as escolas no Rio de Janeiro e no século XX o carnaval foi crescendo e tornando-se cada vez mais popular com a ajuda das marchinhas carnavalescas, tipicamente originais e brasileiras.

Hoje, no século XXI, o Brasil é o país do carnaval e com grande mérito. Pegou todas as influências e fez um bonito ’samba do crioulo doido’.
A Sapucaí no Rio de Janeiro, as ladeiras de Olinda e os bonecões e a orla de Salvador com seus trios elétricos recebem turistas do mundo todo que saem de seus locais de origem para virem extravasar aqui, já que cumprimos à risca o feriado e tudo o que ele nos dá direito!






