Gamificação cotidiana: Como os aplicativos usam um sistema de recompensas para nos manter fisgados

Gamificação cotidiana

É difícil imaginar a vida de uma pessoa moderna sem uma variedade de gadgets em suas mãos. Eles permitem não apenas realizar tarefas de trabalho, como também manter contato com entes queridos e se divertir. Por exemplo, basta instalar um aplicativo de cassino para ter sua máquina caça-níqueis Tigrinho 777 bet favorita sempre à mão. Esse jogo oferece altas chances de ganhar, além de uma interface móvel conveniente. Com sua ajuda, você pode obter muitas emoções vibrantes, e a jogabilidade simples não requer nenhuma preparação demorada.

Como funciona o sistema de recompensas em aplicativos?

Para manter a atenção do usuário, os serviços digitais implementam mecanismos de incentivo. Eles incluem:

  • Incentivo (por exemplo, uma notificação);
  • Ação (entrar no aplicativo);
  • Recompensa (emblema, bônus, nível);
  • Repetição (formação de um hábito).

Vale ressaltar que uma sequência semelhante pode ser vista em uma variedade de aplicativos. Todos os tipos de programas esportivos, aplicativos para aprendizado de idiomas ou jogos de azar são adaptados para isso.

Recompensa como incentivo à ação

Não é por acaso que a gamificação se tornou tão popular. Ela se baseia nos mecanismos do sistema dopaminérgico, responsável pela motivação e pelo prazer. Quando um usuário recebe uma confirmação visual de sucesso, que pode assumir diversas formas, a dopamina é liberada em nosso cérebro, o que leva a uma sensação agradável e também incentiva a repetição da experiência para obter ainda mais do hormônio da felicidade. Quanto menor o intervalo entre a ação e a recompensa, mais esse comportamento é reforçado, o que forma todo um mecanismo de hábitos específicos explorados como:

  • Reforço de intervalo. Se as recompensas são dadas irregularmente, o que as torna mais desejáveis;
  • Comparação social. Programas de fidelidade costumam ter classificações e tabelas de classificação que estimulam a competição e o desejo de ser o primeiro;
  • Micro objetivos e níveis. Sua presença permite que você perceba cada etapa como um progresso, mesmo que o resultado seja insignificante.

Do ponto de vista psicológico, essa abordagem pode levar ao vício, especialmente com o uso frequente e descontrolado. O usuário começa a sentir ansiedade ao pular tarefas ou “perder uma sequência”, então, ele passa a visitar aplicativos com sistema de recompensas com mais frequência, mesmo que não haja necessidade real.

Gamificação no dia a dia

A princípio, os elementos da gamificação parecem inofensivos e até úteis já que eles ajudam a desenvolver um hábito, motivam a dar passos em direção ao objetivo e criam uma sensação de progresso, no entanto, na prática, podem substituir imperceptivelmente a motivação, o que de si já é um problema mais sério. Hoje um não aprende mais um idioma por conhecimento, mas por uma “série de 30 dias”. Ela começa a economizar dinheiro não por vontade própria, mas para não perder uma medalha virtual.

Em média, um brasileiro moderno gasta 4,5 horas em aplicativos de entretenimento, compras, aprendizado e outras tarefas. Muitos usam um sistema de engajamento diário, lembrando-se de si mesmos com notificações, ofertas e novas tarefas. A atividade diária passa sendo controlada não por prioridades internas, mas por incentivos externos, então, você precisa ser responsável ao concluir tarefas para que elas não se tornem rotina.

Gamificação – Benefício ou manipulação?

Vale ressaltar desde já que a gamificação não é algo definitivamente ruim. Em aplicativos educacionais ou serviços de fitness, pode ser um ótimo incentivo para quem está perdendo a motivação, no entanto, existe uma linha tênue entre motivação e manipulação. O vício ocorre quando uma pessoa perde o controle sobre sua própria atenção, e ela começa a ditar seu comportamento.

É importante entender que aplicativos, especialmente os gratuitos, geram receita com o tempo gasto neles. Quanto mais uma pessoa retorna, maior a monetização por meio de publicidade ou compras no aplicativo. A gamificação está se tornando não apenas uma ferramenta de engajamento, mas também a base de um modelo de negócios. Se uma pessoa não conseguir perceber isso, os resultados podem ser desastrosos, então, você precisa entender como o aplicativo está tentando usar os clientes e tirar proveito da gamificação. Usando o exemplo dos cassinos online, isso significa que o jogador precisa aderir às regras do jogo responsável, mas não se privar da oportunidade de receber bônus, pacotes de rodadas grátis, limites mais amplos ou prioridade no saque de fundos.

Observamos que a gamificação está penetrando em muitas áreas da vida digital e, desse jeito, não é mais possível ignorá-la, contudo, é necessário construir uma certa lógica de comportamento que não permita que o envolvimento se transforme em hábito, então, recomendamos sempre se perguntar por que você acessa o aplicativo. Se a resposta for seu próprio desejo e não um incentivo imposto, não existe motivo para preocupação.

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